Templaria
O
sol já estava se pondo na praça central da cidade onde, após um longo dia de
treinamento, César, Maxter se reuniam diante da estátua dos deuses.
César: Quando eles irão aparecer?
Denise: A qualquer momento. Disseram
para esperar por eles aqui, e quando estivermos sozinhos.
César
olha para os lados e, embora a praça já estivesse quase vazia, os deuses não
poderiam aparecer mesmo com algumas pessoas por perto. A espera durou meia
hora, até que os três eram os únicos presentes por ali.
César: Já estamos sozinhos.
Maxter: O que significa que eles
chegarão a qualquer momento.
Os
olhos da estátua de Lucis e Borba brilham. Uma voz começa a falar.
Lucis: Muito bem, Denise. Não só
decidiu se juntar a nós, mas também nos trouxe aliados.
Borba: O exército de Dormin é maior do
que imaginamos. Em menos de três dias, dois dos dezesseis dos cavaleiros foram
mortos pelos Cavaleiros das Trevas.
César: E quem são esses “Cavaleiros das
Trevas”? Achei que os servos de Dormin eram apenas sombras.
Borba: Pouco se sabe sobre eles. Nós
sabemos que os Cavaleiros são um grupo de pessoas com excelentes habilidades de
combate, seja mano-a-mano ou a distancia. Eles também possuem uns cristais que
se transformam em cópias de nossos colossos na Terra.
Maxter: O que nós fazemos agora?
Lucis: Há um poderoso artefato
escondido nas ruínas de Templaria, que nos permite acessar as memórias de seres
do passado, presente e futuro. Eu quero que vocês encontrem-no e usem-no para
descobrir a localização de todas as bases secretas de Yuri e Dormin.
Maxter: Vocês não conseguem ver todas?
Digo, vocês são deuses...
Borba: Dormin cobriu grande parte dessa
ilha com uma capa de sombras, então não conseguimos ver muita coisa. Os únicos
lugares não cobertos são os lugares onde podemos falar com vocês.
Lucis: Não há mais tempo para
conversas, vocês precisam começar explorar as ruínas agora mesmo.
Maxter: Ok, vamos lá então.
César: Não iremos desapontá-los.
Os
três, então, retornam ao orfanato silenciosamente para pegar suas coisas: armas,
comida, água, tudo que eles precisavam para sobreviver à viagem. Eles se
entreolham e, então, partem para as ruínas de algo que já foi a capital da ilha
que viviam.
[...]
Esconderijo dos Cavaleiros – Hien
Após
uma série de corredores derrotando soldados e sombras, Marcos e Matheus
conseguem se encontrar com Vaizard e seu aliado, Celosia.
Marcos: Encontrou algum problema no
caminho?
Vaizard
olha para o seu colosso.
Vaizard: Nada que eu não pude suportar.
E vocês?
Marcos: Tudo bem por aqui. O senhor
Potter aqui do lado deu uma ajudinha.
Em
um movimento súbito. Os três param de conversar e olham para o grande corredor
ao lado deles, o único lugar que não foi devastado pelos três. Haviam alguns
grasnados vindo da outra ponta a qual, pela vista deles, aparentava ser uma
sala enorme.
Matheus: Ainda não destruímos tudo
nesse esconderijo. Vamos!
Vaizard
sobe em Celosia e corre na frente, sendo seguido por Vaizard e Matheus. Algumas
sombras tinham aparecido no caminho dos três, mas aquelas que não sentiam a cabeçada
de Celosia logo que nasciam eram mortas pelas espadas dos dois cavaleiros que o
seguiam.
Não
demorou muito para os três chegarem à grande sala. Todo o ambiente havia
mudado: Paredes frias de ferro, canos, tubos transparentes no chão, nos quais
fluía um líquido vermelho. Em uma parte elevada no centro do grande cômodo,
estava um cavaleiro das sombras.
Marcos: Merda! É um dos cavaleiros da
elite!
????: Vejo que já conhece o conceito da
hierarquia da nossa irmandade. Mas entrar em nossa própria casa e derramar
sangue de nossos aliados não foi uma sábia ideia.
Os
três cavaleiros se entreolham, enquanto, pendurado em um dos canos do alto da
sala, grasna Shadow Avion. Os três olham surpresos e, em um movimento de
instinto, sacam suas armas.
????: Ah, o famoso Matheus. Atriccis me
falou de você. Simulacrum, não é?
Matheus
hesita por um momento. Atriccis, uma cavaleira das sombras de elite? Uma
ceifadora?
Matheus: Quem é você?
????: Meu nome é Vermont, sou um dos
quatro ceifadores da ordem dos cavaleiros das trevas. Vocês foram escolhidos
pelos deuses para nos impedir de realizar nosso objetivo mas, assim como seus
aliados de Hydrus e Quadratus, vocês irão cair sobre nossa espada.
Ele
tira duas bestas das costas e assobia para que Shadow Avion dessa.
Vermont,
em um rápido movimento, sobe em Shadow Avion, aponta uma das bestas para o trio
e atira.
A
flecha atinge Marcos de raspão no braço.
Marcos: Como? Ele nem colocou alguma
flecha naquilo!
Shadow
Avion toma altitude e Vermont começa a dispara flechas de cima da grande sala.
Os três garotos desviam bravamente, mas ainda não sabem como irão causar
qualquer tipo de dano em seu inimigo.
Shadow
Avion começa a voar em círculos no topo do cômodo, enquanto dezenas de flechas
são lançadas das bestas de Vermont. Uma delas atinge Vaizard na perna, que cai.
Ao
cair no chão frio e metálico segurando sua perna, Vaizard nota a geografia da
sala, percebendo uma estratégia de ataque.
Vaizard: Os canos! Usem os canos!
Marcos
e Matheus, percebendo a ideia do amigo, se entreolham e concordam. Marcos
começa a subir os canos da direita, enquanto Matheus chega perto do amigo
ferido.
Matheus: Você está bem? Tenho umas
medicinas aqui.
Vaizard: Eu estou bem, agora vá! Antes
que você se machuque também.
Matheus
começa a subir os canos da esquerda, enquanto Marcos já estava quase chegando
no topo. Vermont, percebendo perigo, manda uma flecha vermelha brilhante na
direção de Marcos. Antes da mesma atingir o garoto, a alguns centímetros de
distância, ela explode, fazendo Marcos cair de uma grande distância.
Matheus: Droga!
Mas
o garoto de Simulacrum teve que ignorar isso pois o cavaleiro, agora mirando
nele, Estava fazendo a curva em um lugar mais próximo do normal.
Matheus
aproveitou a oportunidade e pulou para lá, segurando em uma parte da causa de
Shadow Avion. Vermont, notando isso, chega perto do garoto e o impede de se
levantar, pisando em suas mãos.
Vermont: A brincadeira acabou.
De
repente, em um golpe súbito, uma grande parte do teto da sala é quebrada e, de
lá, surge uma mão de pedra que agarra Shadow Avion. O pássaro de sombras se
transforma novamente em pedra, fazendo Vermont cair. Matheus havia se segurado
na mão de seu colosso.
Matheus: Argus!
Vermont
desce rapidamente de ponta-cabeça, em direção ao chão. Ao tocar o solo, ele explode,
abrindo uma cratera no impacto e espalhando chamas por todos os lados.
Argus
consegue tirar Vaizard, Marcos (Que havia desmaiado com o impacto) e Celosia.
De longe, o trio consegue ver o grande esconderijo dos cavaleiros se
transformar em cinzas e ruínas.
Vaizard: É melhor formos embora logo,
nunca se sabe quando um verme gigante pode sair de um buraco e nos devorar
vivos.
Matheus: O que te faz pensar que há um
verme gigante por aqui?
Vaizard: Ah, só um palpite. Quer ficar
e descobrir?
Matheus
dá de ombros.
Matheus: Melhor não. Vamos logo, então.
[...]
Floresta de Outono
Kaique
e Ditto chegam até um grande buraco, no meio da floresta. Ditto começa a
examinar os arredores, enquanto Kaique pega um mapa.
Kaique: Bom, o esconderijo deles é bem
aqui. Você está pronto?
Ditto: Cara, eu nasci pronto. Vamos lá.
Kaique
saca seu machado, e Ditto desbainha sua rapieira. Kaique é o primeiro a pular
no buraco. É uma longe descida, mas no final os dois chegam a um grande
corredor de metal.
Ditto
olha todo o corredor.
Ditto: Que interessante, um corredor
feito com ferro maciço. Deve ter custado uma fortuna.
Kaique: Não há tempo para isso, vamos
logo.
Após
atravessar uma longa série de corredores, os dois chegam a um grande portão,
que se abre automaticamente para eles. Do outro lado, o ambiente muda por
completo. A sala a era gigantesca, esverdeada, cheia de árvores e, ao mesmo
tempo, com traços sombrios e modernos, com sombras vagando por toda parte. No
centro da grande sala, estava uma estátua de tartaruga gigante.
Ao
ver uma sombra se aproximando, Kaique e Ditto se escondem atrás de uma árvore.
Kaique volta a olhar novamente para a estátua.
Kaique: Aquele é...
Para sua surpresa, os olhos da grande tartaruga se acendem,
e ela começa a se levantar. Todas as sombras parecem desesperadas, mas a
tartaruga parece ignorar isso.
Ela chega perto de Kaique.
Kaique: Basaran...
[...]
Terra Proibida
Após
alguns minutos caminhando, Suxgotav, Hexdrel e Rehac avistaram o Templo da
Adoração, grande monumento que marcava o centro da terra proibida. Hexdrel foi
à frente, subindo as escadas na frente do templo.
Hexdrel: Eu conheço um lugar nesse
templo, no andar de cima, lá tem água e comida. Nós podemos ficar por lá.
Suxgotav: Ok, vamos arrumar nossas
coisas lá em cima e tratar de encontrar o Adar Flam.
Os
três subiram a escada em espiral, que pareceu interminável, e seguiram para um
caminho a esquerda. O caminho os levou para um jardim, surpreendentemente bem
tratado, com água limpa e árvores frutíferas, como Hexdrel havia dito.
Rehac: Como esse lugar continua tão
vivo depois de tudo?
Hexdrel: Não sei. Mas aqui tem espaço
suficiente para nos abrigar por muito tempo. Vamos, façam suas barracas e
sairemos para encontrar o corpo vazio.
Alguns
minutos depois, todas as barracas já estavam feitas. Rehac e Sux ajeitaram suas
espadas, presas em um cinturão, enquanto Hexdrel olhava em um mapa da Terra
Proibida.
Hexdrel: Tojin disse que ele pode estar
por aqui, nas planícies. Se começarmos a explorar por aqui, devemos achá-lo
mais rápido.
Suxgotav: Nessa parte, ao norte? Ok,
vamos lá então.
Os
três saíram do santuário e gastaram cerca de dez minutos para atravessar o
longo deserto que assolava o norte daquela terra assolada pelo tempo. Logo, os
jovens chegam a uma ponte quebrada, que cobria um lago, cujo fundo não podia
ser visto. Todas as rochas e construções ao redor do lago estavam cobertas com
musgos.
Adar
Flam estava em cima de um pilar, com as asas levantadas de modo intimidador.
Rehac: Vocês acham que é aquele ali?
Suxgotav: Com certeza é ele.
De
repente, um longo e fino rugido ecoa do céu. Das densas nuvens que cobriam o lago,
surge um vulto negro. Ele vai descendo, e se revela ser uma grande serpente
voadora feita de sombras. Um Shadow Colossi. Em cima dele, estava um cavaleiro
das trevas.
Suxgotav: Droga, mais um?
Hexdrel: O que há de errado com os
olhos dele? Ele é cego?
O
cavaleiro desce de seu colosso e, de sua mão esquerda, surge uma katana de
sombras. Os três perceberam que a mão direita dele era coberta por uma espécie
de bracelete de metal enorme, aparentemente pesado.
Suxgotav
tirou sua espada da bainha e partiu em direção ao seu inimigo. O cavaleiro,
mesmo sendo cego, conseguiu desviar com precisão do primeiro golpe. Suxgotav
tenta de novo, dessa vez horizontalmente. O cavaleiro joga sua mão direita em
direção a espada, e agarra a lâmina sem aparentar dor.
Suxgotav: Mas o que?
O
cavaleiro joga a espada do garoto para o lado, caindo a três metros de
distância deles. Ele levanta sua katana para matar Suxgotav, mas o garoto dá um
passo para trás, desviando do golpe.
No
meio deles, alguns raios começam a surgir de uma esfera, que ia crescendo cada
vez mais até se tornar do tamanho deles. De dentro dela, sai Yuri, o líder dos
cavaleiros. O cavaleiro cego se ajoelha.
Yuri: Levante-se, Tenebris.
Tenebris
se levante, sem dizer palavra alguma. Yuri volta sua atenção para Suxgotav, Rehac
e Hexdrel.
Yuri: Prazer em conhecê-lo, escolhido
de Tojin. Eu sou Yuri, o líder dos Cavaleiros das Trevas.
Suxgotav: Escuta, são todos vocês que
tem esse tom de sarcasmo na voz?
Yuri
aponta a Queen Sword para Suxgotav, e dela saem raios que paralisam o garoto.
Yuri: Eu poderia matá-lo, mas de nada
adiantaria. Você não é um dos escolhidos, afinal.
O
mestre dos cavaleiros voltou a olhar para Rehac.
Yuri: Considere-se sortudo, por eu não
estou com tempo para vocês hoje. Estamos aqui pelo corpo vazio.
Rehac: Eu não vou deixar que vocês o peguem!
E
dizendo isso, Dirge saltou da terra e partiu em direção a Yuri, com a boca
aberta. O mestre dos cavaleiros aponta a espada para Dirge, e o colosso para no
ar e, depois, é jogado para o lado.
Yuri: Ah, você quer jogar grande? Pois
então, nós iremos jogar grande.
Yuri
tira do cinturão um cristal, assim como o dos cavaleiros, porém esse era maior
e esverdeado. Ele o joga no lago. Depois, o mestre dos cavaleiros desaparece.
Tenebris
sobe em cima de Shadow Phallanx e o colosso sobe até desparecer nas nuvens. Os
três guerreiros sabiam que ele não havia fugido, estava apenas esperando pelo
momento certo.
Algo
no lago rouba a atenção. De dentro da água, surge uma versão diferente do
colosso Hydrus. Seus olhos eram verdes, seus espinhos não mais soltavam
eletricidade, sua pela é coberta de um musgo aparentemente escorregadio
.
Tojin: Esse é... Hydrus?
O
colosso, para a surpresa de todos, sai do lago e começa a escalar a rocha
coberta com musgos. Ele vai seguindo caminho de musgos até chegar perto dos
três. Quando está quase chegando perto deles, ele entra na terra. Da terra,
saem grandes espinhos de madeira, seguindo a mesma rota que Hydrus segue
debaixo da terra.
Suxgotav: Você só pode estar de
brincadeira com a minha cara.
Fato curioso:Tenho um amigo com o sobrenome Borba
ResponderExcluir"César: E quem são esses “Cavaleiros das Trevas”? Achei que os servos de Dormin eram apenas sombras.
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Batmans [kbelojo]
Muito bom o capítulo.
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